sexta-feira, fevereiro 13, 2004

Filhos: e sobrinhos...

Sai um comentário com um pires de tremoços?

Nasceu ontem mais um elemento da minha família.
Sirenes, polícia, bombeiros e protecção civil, a família do Kru está-se a espalhar pelo Mundo impunemente.
Há pois é, ontem a minha irmã caçula teve o seu segundo rebento, a Bruna, por volta das 11 da noite.

Esta situação, apesar de feliz, ou melhor, muito feliz, coloca problemas lá em casa, principalmente ao meu Pai, que já não consegue sentar todos à mesa nas horas da refeição, sendo que ele já disse que vai tentar evitar convidar-nos a todos ao mesmo tempo para a mesma refeição, porque simplesmente não cabemos todos.

É giro como ainda ontem andava atrás de mim a foier-me o juízo e agora já é mãe de dois putos, e tem a vida dela.

Também é giro que às vezes ainda sinto falta dos meus pais, mas essa sensação, com a minha irmã, é diferente, não é de falta, é de complemento, porque se eu souber que ela está bem, eu estou bem também.
É estranho de explicar.

Mais uma criança que veio parar a este mundo, vamos fazer com que sinta feliz, vamos melhorar o mundo.
Deveria ser o suficiente para mudar tudo, não é?
Quando temos filhos parece que vai ser tudo diferente e que vamos conseguir alterar o rumo das coisas, esperamos que sim, mas depois desses momentos voltamos para o mundo cruel e impessoal, e volta tudo ao mesmo.

Mas isso não interessa, o que interessa é que a Bruna possa ser feliz, e vou fazer utdo para que isso aconteça, afinal é para isso que servem os tio, né?

Agora só falta sair a Laura da Bia e do B (parece que está para breve), a Marta da Joana e do João (ainda faltam uns mesitos), e o pequeno/a do Dias e da Paula (ainda falta um cadito também).

É tão giro que o Mundo não melhora, mas nós continuamos a insistir nos erros dos nossos pais e continuamos a trazer inocentes para tentarem sobreviver neste lamaçal.

Mas há sempre esperança de um futuro melhor, não é? Pois é!

O futuro, putos no espaço!! Efeitos de alucinações causadas por insónias puericulturais.


quinta-feira, fevereiro 12, 2004

Desporto: Jogo de nervos, Benfica-Nacional.

Sai um comentário com um pires de tremoços?
Ganhámos, foi por pouco, custou, sofremos como tudo, mas ganhámos.

Impressionante jogo de nervos, o de ontem no Estádio da Luz.

Começando pelo princípio, consegui ir retirar a minha filha ao externato mais cedo, para finalmente conseguir mostrar-lhe um jogo no novo Estádio da Luz.

Não fui o único, como pude constatar, haviam dezenas de putos acompanhados pelos pais, avôs, etc, e que estavam a gostar imenso daquilo.

Acho que o Desporto deve ser um tónico e um exemplo para as crianças, por forma a que todos consigam apreciar a totalidade do espectáculo, da festa, e no Futebol isso não é possível, porque tudo funciona à base da rentabilidade do negócio.

O ultimo jogo do SL Benfica que me lembro que foi à tarde, já deverá estar a fazer um ano, foi o da despedida do antigo Estádio da Luz.

De resto, a equipa joga sempre à noite, a tarde e a más horas para andar com putos pela rua.

Continuando, o jogo foi interessante de seguir, até mais ou menos ao golo do Nacional.

Ambas as equipas corriam em busca do golo, não havia grandes paragens, o árbitro nem era obrigado a apitar muito, estava a correr mais ou menos bem, apesar de o golo do Benfica tardar em aparecer.

Decisivo mais uma vez.


Depois aconteceu, uma gafe do Moreira, acho que é o culpado principal desta vez, e o Nacional a ganhar por 1-0.

O jogo acabou aqui.
Espectáculo, se é que houve, só voltou no fim do jogo.

A equipa do Nacional da Madeira demorava em média1 minuto para marcar um fora ou um canto (era preciso o árbitro perguntar quem ia marcar o lance, porque se posicionavam todos o mais afastados possível do local do lançamento ou do canto).

Sempre que os jogadores do Nacional sofriam falta, atiravam-se para o chão e obrigavam à entrada dos médicos e do carrinho, para no fim mal que chegavam fora das quatro linhas, se levantarem de um pulo (devia ser alergia ao relvado).
Tempo médio de paragem de jogo sempre que o Nacional sofria faltas: 2 minutos e meio a 3 minutos.

Sempre que os jogadores do Benfica conseguiam passar o meio campo com a bola controlada, era impressionante a quantidade de rasteiras, pontapés, empurrões, agarrões, etc, até que ou o árbitro marcava falta ou o jogador do Benfica se atirava para o chão.
Neste caso o árbitro tem grande culpa, porque permitia, como permitem todos os árbitros Portugueses, a falta miudinha, chata, repetitiva, que quebra o ritmo de jogo e obriga a sucessivas paragens, sem qualquer sanção disciplinar para quem faz este tipo de jogo.

Acho que se algum dia pudermos ter o privilégio de pedir a um árbitro Inglês para apitar um jogo da Liga Portuguesa, o jogo acaba antes do fim da primeira parte, porque uma das equipas já tem menos de 6 jogadores, porque os restantes foram expulsos por acumulação de amarelos.

É uma questão de cultura, ou de falta dela, os árbitros deveriam ser quem deveria defender o espectáculo, mas são quem mais o prejudica pela permissividade e incapacidade de se imporem, que demonstram jogo após jogo.

Adiante, brilhante mexida de Camacho na equipa, que à falta de cão caçou com gato, ou por outra, quem não tem ponta de lança, usa o Argel como avançado centro.

O gato que Camacho tirou da cartola.


Ouviram-se assobios, porque não se percebeu à primeira, que a jogada do Camacho era abrir a frente de ataque, e o Argel, apesar do seu jeito trapalhão, e da falta de sentido de posicionamento, vem ajudar imenso a abrir espaços nas alas e no meio, porque concentrou em cima de si o central que o Nacional estava a usar para as sobras das segundas bolas.

O jogo mudou então desde o minuto 80, com o Benfica a ter 3 ou 4 lances seguidos perigosos.

Estava eu e todo o Estádio convencidos de que ainda não seria desta vez que iríamos ao Jamor, quando Tiago tem aquele toque fantástico de peito e aquele chuto fenomenal.
E ainda estava a recolocar as cordas vocais no sitio, quando Sokota conseguiu, prái à quinta ou sexta vez que tentava aquilo, outro grande golo.

Resultado, saímos de lá, eu e a minha filha, e os outros perto de 25 mil espectadores (muito boa casa, para um jogo à tarde a um dia de semana), excitados e contentes com o fim do jogo.
Espectáculo, só no fim, mas valeu a pena esperar 86 minutos de sofrimento para assistir a uma reviravolta assim.

Apenas uma ultima achega, ao ir para casa, na fila da Avenida Lusíada, a ouvir a rádio Renascença, apenas pelos resultados, porque eles dizem tanta baboseira na rádio que até arrepia, tanta gente licenciada à procura de trabalho e põem analfabetos a relatar jogos.

Ora um comentador a dizer que era bom para o futebol Português haverem mais Nacionais e que essas equipas começassem a discutir o título Nacional de futebol.

Inteiramente de acordo para o facto de que deverá haver mais equipas a disputar o título, mas se olharem bem, o Campeonato Português já tem montes de equipas como o Nacional, sem desportivismo, cheias de fitas, sempre em busca de quezílias, e sem profissionalismo, porque se fossem profissionais contribuíam para o espectáculo.

O que interessa é que já estamos nas meias...

terça-feira, fevereiro 03, 2004

Multimédia: Master and Commander - Far side of the world.

Sai um comentário com um pires de tremoços?

Espectacular.
Muito fixe, é certo que já o fui ver fora de prazo, mas só me disseram que era a adaptação da obra do Patrick O’Brien aqui há uma semanita.

Desde essa altura que andava em pulgas para ver como ficava no ecrã o Doutor Stephen Maturin ou o grandioso Jack Aubrey.

O filme, bebendo do espírito extraordinário dos livros, é passado quase na totalidade no mar alto, com toda a vivência de um navio do Século XVIII muito bem retratada.

Tive pena, como tenho sempre pena nas supostas “adaptações” para cinema dos livros, que o guião original não tivesse sido usado.

Russel Prá frentex...!


Para quem já leu Capitão de Navio, a Fragata Surprise, ou Capitão de Mar e Guerra, foi fácil familiarizar-se com as personagens e com a história, mas para quem não faz ideia de quem são Jack, Killick, Stephen, Pullings ou qualquer um dos outros, acredito que tenha sido confuso até se perceber o que fazia um médico civil a bordo de um navio militar, assim como muitas das outras situações.

Ha, pois, e já agora, já vos tinham dito que o médico fransinito é na realidade um espião Inglês, apesar de na realidade, ter sangue Irlandês Católico, o mesmo que ainda anseia pela liberdade da sua terra natal do jugo Britânico Protestante, e que tem também um Castelo na Catalunha, herança de família, e que fomenta a revolta na Catalunha a favor dos Ingleses, contra a Coroa Espanhola, aliada dos Franceses?

E já agora, sabiam que Jack Aubrey, o comandante do Navio, é um marinheiro desde tenra idade, com um Pai General do Exército Inglês, mas que devido a vários infortúnios relacionados com a perca de atribuição de presas enquanto corsário da Amada Inglesa é um homem procurado pela Justiça Civil por dívidas?

É também um apaixonado por uma certa dama Inglesa chamada Sophie, apesar de amantizado de uma sua irmã, por quem também Stephen anda embeiçado.

É assim, muito consistentemente, que Patrick O’Brien caracteriza as suas personagens, para quem quiser ter o prazer de pegar num dos seus livros, encontra não só a alegria e a tristeza da vida a bordo do pequeno mundo de um navio, mas também um outro mundo, o do Século XVIII/ XIX, com os seus valores, crenças e tradições, e modos de vida, desde os Portos Ingleses, passando pelas Caraíbas, pelo Atlântico, Indico e pelo Mediterrâneo.

Muito bom o filme, original absoluto de O’Brien (a aventura do filme, não aparece em nenhum dos 3 livros editados em Portugal), e que aguça o apetite para mais.

Para quem quiser experimentar, dou realce à colecção completa com os três livros, numa promoção, que devo confessar, apenas a vi no El Corte Inglês, em que ficava muito barato o preço do conjunto de três aventuras.

Espero que gostem.

segunda-feira, janeiro 26, 2004

Adeus Fehér!

Até uma próxima vez!


Sem palavras, com um sorriso, com dor e muita saudade.

Adeus, Miki, vamos sentir a tua falta, conseguiste pelo que foste, ganhar um espaço dentro de todos nós.
Não te esqueceremos.

sexta-feira, janeiro 23, 2004

Multimédia: O regresso do rei (parte8).

Sai um comentário com um pires de tremoços?

Depois de reflectir sobre o tema do Regresso do Rei, o ultimo filme da saga do Senhor dos anéis, fiz uma pesquisa na Net, sobre o verdadeiro Regresso do Rei e nem imaginam o que encontrei.

Aqui vai o oitavo caso:

O senhor Karamba, vidente reconhecido e residente algures na República Africana da Damaia, junto à fronteira com a Amadora, jura a pés juntos, ter visto, na passada quinta-feira, junto à loja de metralhadoras dum seu primo, o Senhor Baldé, o novo disco do Hélder, o Rei do Kuduro.

Kizomba no sangue!!



Segundo o comentário deste senhor de idade incerta, o novo CD teria os rótulos de nº1 do Top Nacional, e de revelação do Ano. Segundo este reconhecido adivinho espirita, nos seus sonhos, terá visto Hélder parar junto a si, desmontado do seu G40 Metalizado, perguntado para que lado ficava o Kremlin (discoteca de Lisboa), bebido um pouco de aguardente Angolana de uma cabaça, e partido de novo em direcção incerta.

Questionado sobre o que respondeu ao famoso cantor, internacionalmente desconhecido, o senhor Karamba respondeu da mesma forma à equipa de reportagem da RTP África: “Vai com Deus, filho...”.

Fica assim dado um novo alento a todos aqueles que pensam, ou melhor, crêem piamente que o Rei do Kuduro ainda pode ensinar muito a alguns badamecos que desgraçaram o bom nome da Música Africana e que vai voltar a levar o Mundo a dançar ao ritmo Africano de Angola.

Não deixa de ser curiosa, no entanto a entrevista que pude testemunhar depois, ao Senhor Baldé, que costuma fazer as marcações das consultas ao Senhor Karamba, em que este afirmava que o senhor Karamba não bebia, mas que tinha em seu poder uns fumos esquisitos, que punham qualquer um a sonhar acordado, e que os usava muito, principalmente desde que o negócio da vidência deixou de dar.

Isto, obviamente contesta o facto da veracidade das informações sobre o verdadeiro regresso do Rei.

Factos da Vida: O regresso do rei (parte7).

Sai um comentário com um pires de tremoços?

Depois de reflectir sobre o tema do Regresso do Rei, o ultimo filme da saga do Senhor dos anéis, fiz uma pesquisa na Net, sobre o verdadeiro Regresso do Rei e nem imaginam o que encontrei.

Aqui vai o sétimo caso:

O senhor Charles Windsor, residente num pequeno palácio em Buckingham, junto à famosa Torre de Londres, jura a pés juntos, ter visto, na passada terça-feira, junto ao Rio Tamisa, perto do Mausoléu dos Reis, a Senhora dona sua Alteza Real e Imperial, Elizabete II, no seu cortejo fúnebre, rija que nem um bacalhau e fria que nem um icebergue, dentro dum caixão, a caminho do seu próprio enterro.

Ele bem quer ser Carlos III.



Segundo o comentário deste senhor a caminho dos seus 50 anos, anti-republicano convicto, embora pai de 2 filhos que gostam de rock, um dos quais prestes a fazer seu pai avó, pelo ritmo a que vai comendo adolescentes, o cortejo fúnebre terá parado junto a si, os guardas cerimonias terão disparado uma salva, o Mordomo Real terá perguntado se aceitava ser Rei, bebido um pouco de Gin de uma cabaça, e partido de novo em direcção incerta, em busca de um lugar calmo em Londres onde pudesse enterrar a Rainha.

Questionado sobre o que respondeu ao mordomo do Palácio Real, internacionalmente reconhecido como pertencendo a um sistema que está caduco desde há quase 100 anos, desde que uma Rainha na altura, Vitória, de seu nome, morreu, o senhor Carlos respondeu da mesma forma à equipa de reportagem da BBC: “Hurrrrrrrrrrraaaaaaaaaaaaaaay”.

Fica assim dado um novo alento a todos aqueles que pensam, ou melhor, crêem piamente que um Rei governa melhor que uma Rainha.

Não deixa de ser curiosa, no entanto a entrevista que pude testemunhar depois, ao Sr. Alexandre, que faz o turno da manhã na Clínica de Repouso para Reis, Regentes e Princípes, junto a Manchester, em que este afirmava que o senhor Charles Windsor não bebia álcool, uma vez que como tem sangue azul poderiam haver complicações, mas também que o referido senhor está medicado fortemente desde que tentou assassinar a sua mãe, a referida Elizabete II (que, aliás, é um reconhecido método de nunca vir a ser Rei).

Isto, obviamente contesta o facto da veracidade das informações sobre o verdadeiro regresso de um Rei ao Trono de Inglaterra.

quinta-feira, janeiro 15, 2004

Política: O regresso do rei (parte6).

Sai um comentário com um pires de tremoços?

Depois de reflectir sobre o tema do Regresso do Rei, o ultimo filme da saga do Senhor dos anéis, fiz uma pesquisa na Net, sobre o verdadeiro Regresso do Rei e nem imaginam o que encontrei.

Aqui vai o sexto caso:

O senhor Álvaro Cunhal, residente algures na República Popular do Alentejo, junto à fronteira com Espanha, jura a pés juntos, ter visto, na passada quinta-feira, junto ao sobreiro dum seu primo, o Senhor Camarada Estaline, a pedir para lhe darem uma arma, porque era apenas uma questão de tempo, e cheio de gana para deitar mãos à obra e começar a refazer a União Soviética.

As saudades que o pessoal tem da guerra fria.



Segundo o comentário deste senhor de 98 anos, Joseph Estaline terá parado junto a si, desmontado do seu Lada vermelho, perguntado para que lado ficava o Kremlin, bebido um pouco de vodka de uma cabaça, e partido de novo em direcção incerta.

Questionado sobre o que respondeu ao famoso estadista, internacionalmente reconhecido como estando fora de serviço desde há alguns anos a esta parte, desde que alguém lhe envenenou as sopas de cavalo cansado, o senhor Cunhal respondeu da mesma forma à equipa de reportagem da TV Revolucionária: “Deixa-me ir contigo...”.

Fica assim dado um novo alento a todos aqueles que pensam, ou melhor, crêem piamente que o Rei do Comunismo ainda pode ensinar muito a alguns badamecos que desgraçaram o bom nome da Rússia e do Comunismo e que vai voltar a levar o Mundo a conseguir atingir as metas do verdadeiro Komintern.

Não deixa de ser curiosa, no entanto a entrevista que pude testemunhar depois, ao Sr. Carlos Carvalhas que costuma cuidar do Sr. Cunhal aos fins de semana(durante a semana quem cuida do velho é a Dona Odete Santos), em que este afirmava que o senhor Cunhal não bebia pouco, principalmente shots de Vodka, principalmente desde que o retiraram da Política activa (que, aliás, é um reconhecido método de traição).

Isto, obviamente contesta o facto da veracidade das informações sobre o verdadeiro regresso do Rei.

quarta-feira, janeiro 14, 2004

Factos da Vida: Feira do Relógio

Sai um comentário com um pires de tremoços?

Tive a oportunidade este Domingo passado de visitar a Feira do Relógio.
Fazia já alguns anos que não me dirigia a tão ilustre local, onde, tenho que o confessar, me sinto muito bem, entre o cheiro a sovacada negra, e o cheiro a cu mal lavado cigano.

É uma mistura tão espectacular de culturas e raças este Portugal, que quase não tenho dedos nas mãos para confirmar todas as Nacionalidades que me foi permitido contar nesta feira.

Assim, temos: Angolanos, Cabo-verdianos, São-tomenses, Guineenses, Angolanos e Moçambicanos, isto de África. Chineses, Macaenses, Timorenses, Goeses e Indianos puros, e juro que havia lá dois Paquistaneses, isto da Ásia. Sul-Americanos, pude admirar algumas Brasileiras, um grupo de Bolivianos (aqueles gajos das gaitas dos Andes), e pelo menos um colombiano (se não era Colombiano, com a quantidade de saquinhos de branca que estava a despachar, não sei o que seria). Europeus, eram os Ciganos Nacionais, vi duas bancas Espanholas, obviamente Portugueses, Russos, Ucranianos, um gajo armado em Italiano, mas era só pintas, estonianos, Letões e Romenos.

Não deixa de ser admirável que a feira permaneça fiel à sua tradição, sendo que desde há alguns anos que lá não ia, e as virtudes continuam as mesmas:

1- Uma casa de banho para a feira inteira
2- Falta de condições absoluta para a venda de produtos alimentares
3- Falta de condições higiénicas para a preparação e venda de comida
4- Falta de regras de segurança (nem ambulâncias nem carros de bombeiros lá entram em menos de 4 horas, se for preciso)
5- Falta de policiamento absoluta (tirando a Polícia Municipal, que apenas controla se as lojas fecham às 14h).
6- Venda às claras de produtos ilegais, tais como produtos pirateados têxteis e de calçado, droga, CDs e DVDs gravados à venda em quase todas as bancas!!!, Material que pelo aspecto e pelo preço, só pode ser roubado, entre muitas outros
7- Falta de sítios para deixar o veículo
8- Falta de transportes em número suficiente para escoar os frequentadores

Entre todas estas virtudes, que pude constatar numa análise muito superficial, fica mesmo claro o que Santana Lopes tem feito pela cidade.

Quando querem ser eleitos, correm as feiras todas, quando estão no poleiro, só se interessam em distribuir tachos, e “cagam” nos cidadãos eleitores até às próximas eleições.

Outra questão que me chateia, é o facto de em toda a feira, não ter visto passar um único documento comprovativo da compra de qualquer produto, ou seja, é tudo feito à margem do IRS, do Fisco, ou sequer do IVA.
Não há nenhum tipo de controlo.

Se considerarmos que em todas as cidades e vilas Portuguesas (vamos considerar por baixo 1000 cidades e vilas), haverá em média uma feira por semana, e que em média (baixa), cada feira tem aproximadamente 50 bancas de venda, e que cada banca factura em média (baixa) 500 euros por dia de feira, podemos considerar que 1000 cidades x 50 bancas x 500 euros dá um total de 25 milhões de euros, em média, por semana, em Portugal.

Cada semana de feira em Portugal factura 25 milhões de euros, qualquer coisa como 5 milhões de contos.

Considerando que não se pagam impostos nenhuns, uma vez que não há nenhum tipo de controlo sobre as transacções nas feiras, o Estado, perde semanalmente nas feiras, só em IVA, aproximadamente 5 milhões de euros (mais ou menos um milhão de contos), o que anualmente dá pouco mais de 260 milhões de euros (algo como 52 milhões de contos). Isto só em IVA, repito, 50 milhões de contos anuais, perdidos, por não haver fiscalização, ou por ninguém se interessar, por este verdadeiro mercado negro, só em IVA.

Se considerarmos que quase ninguém daquelas pessoas que vendem nas feiras declara o que ganha, e que fazendo uma feira apenas semanalmente, se ganha perto de 2000 a 2550 euros mensalmente, poderá ter-se a noção que em IRS, o Estado deixará de cobrar algo como 25% desse valor.
Não será nada mais do que anualmente a nível nacional, um valor próximo dos 325 milhões de euros (algo como 65 milhões de contos).

Com tanta conta, quase que me perco.
Apenas para resumir, em IVA e IRS/ IRC, o estado perde nas feiras, por falta de controlo e fiscalização, numa média por baixo, valores próximos dos 600 milhões de euros, algo assim como 120 milhões de contos.
Acho que isso daria para tapar uns certos buracos orçamentais.

Isto sem contar com as multas e prisões que deveriam ser efectuadas por venda de material pirateado e contrabandeado, venda de droga, e falta de condições.

vou ser feirante...




Se o Santana pusesse os seus gorilas atrasados da Polícia Municipal a controlar só os feirantes que vendem nas suas bancas DVDs e CDs a 5 e 3 euros, que basta abrir as caixas, para confirmar que são cópias: se os tais gorilas atrasados confirmassem isso, e multassem e apreendessem o material proibido, em vez de andarem a ameaçar os feirantes com multas por não encerrarem a horas, se calhar o município tinha dinheiro só aí para construir mais 2 ou 3 casas de banho, e pelo menos um parque de estacionamento.

Não seria também muito pedir a pavimentação de toda a feira, por acaso não estava a chover, mas faço ideia quando chove, deve ser mesmo de andar num chavascal.

Isto sem contar que não há limites para a feira, ou seja, não é necessária licença para vendar, basta ajuntar a banca às restantes, lá no fim da feira, e começar a vender.

Portugal é fixe.

Factos da Vida: O regresso do rei (parte5).

Sai um comentário com um pires de tremoços?

Depois de reflectir sobre o tema do Regresso do Rei, o ultimo filme da saga do Senhor dos anéis, fiz uma pesquisa na Net, sobre o verdadeiro Regresso do Rei e nem imaginam o que encontrei.

Aqui vai o quinto caso:

O senhor Luís Pedroso, residente num pequeno palacete em Sintra, junto às famosas bancas de venda de Queijadinhas, jura a pés juntos, ter visto, na passada quinta-feira, junto ao Mosteiro de Mafra perto do acesso para a A8, o Senhor Dom Duarte Pio, a pedir para o deixarem reunir assinaturas para um referendo Nacional, porque era apenas uma questão de tempo até conseguir reunir assinaturas para voltar a ser Rei, e cheio de gana para deitar mãos à obra e começar a refazer a política do antigamente, retomando a linha dos grandes Reis que Portugal teve, que, por exemplo, se abaixaram perante os Ingleses no caso do Mapa cor-de-rosa, ou que fugiam para o Brasil e não voltavam mais, no caso das invasões Francesas, ou ainda que perdem território e cidades como Olivença para os Espanhóis e nunca mais se importam (mas isto não é exclusivo da Monarquia).

Ele gostava mas não o deixam.



Segundo o comentário do Sr. Luís Pedroso de 58 anos, Republicano convicto, embora pai de 3 filhos, um dos quais arguido num célebre processo de pedófilia, Dom Duarte Pio terá parado junto a si, desmontado do seu Alazão branco, perguntado se assinava o referendo, bebido um pouco de vinho do Porto de uma cabaça, e partido de novo em direcção incerta, em busca de incautos assinantes para esse referendo.

Questionado sobre o que respondeu ao famoso estadista, internacionalmente reconhecido como pertencendo a um sistema que está fora de serviço desde há quase 100 anos, desde que um certo Republicano convicto assassinou o seu tetravô, o senhor Pedroso respondeu da mesma forma à equipa de reportagem da TV Rural: “Mas eu sou Republicano”.

Fica assim dado um novo alento a todos aqueles que pensam, ou melhor, crêem piamente que o Rei ainda pode voltar um dia a ajudar o País a conseguir atingir o mesmo nível de esplendor de quando descobrimos o Brasil.

Não deixa de ser curiosa, no entanto a entrevista que pude testemunhar depois, ao Sr. Carlos Meira, que faz o turno da manhã do Café Paula, junto ao Mosteiro, em que este afirmava que o senhor Pedroso não bebia álcool, desde que aumentaram o preço do mata-bicho para vinte tostões, em 1978, mas também que o referido senhor não costuma gastar muito dinheiro e como tal não muda de lentes dos óculos desde que aumentaram o preço das mesmas, lá no distante ano de 1969 (que, aliás, é um reconhecido método de poupança).

Segundo este renomeado ajudante de Pastelaria, conhecido em quase todas as pastelarias da zona, quem andava a recolher assinaturas era o Castelo Branco, para a PJ lhe devolver as jóias confiscadas no Aeroporto.

Isto, obviamente contesta o facto da veracidade das informações sobre o verdadeiro regresso do Rei.

terça-feira, janeiro 13, 2004

Política: O regresso do rei (parte4).

Sai um comentário com um pires de tremoços?

Depois de reflectir sobre o tema do Regresso do Rei, o ultimo filme da saga do Senhor dos anéis, fiz uma pesquisa na Net, sobre o verdadeiro Regresso do Rei e nem imaginam o que encontrei.

Aqui vai o quarto caso:

O senhor Durão Burroso, residente na Assembleia da República, junto aos famosos bares de Santos, jura a pés juntos, ter visto, na passada quinta-feira, junto ao palácio de Belém perto do acesso ao palacete presidencial, o Senhor Aníbal Cavaco Silva, a pedir para o deixarem entrar, porque era apenas uma questão de tempo, e cheio de gana para deitar mãos à obra e começar a refazer a política do raramente me engano e nunca tenho dúvidas.

Pois é, ele vai voltar.



Segundo o comentário deste senhor de 48 anos, Cavaco Silva terá parado junto a si, desmontado do seu Mercedes branco, perguntado para que lado ficava o Palácio de Belém, bebido um pouco de água de uma cabaça, e partido de novo em direcção incerta.

Questionado sobre o que respondeu ao famoso estadista, internacionalmente reconhecido como estando fora de serviço desde há alguns anos a esta parte, desde que o PSD deixou de ganhar maiorias absolutas, o senhor Burroso respondeu da mesma forma à equipa de reportagem da TV Parlamento: “Mas Cavaco, ainda faltam dois anos”.

Fica assim dado um novo alento a todos aqueles que pensam, ou melhor, crêem piamente que o Rei ainda pode ensinar muito a alguns badamecos que desgraçam o bom nome da Política e que vai voltar a levar o País a conseguir atingir as metas da União Europeia.

Não deixa de ser curiosa, no entanto a entrevista que pude testemunhar depois, ao GNR que faz a segurança do Palácio de Belém (o do meio, o da porta discreta), em que este afirmava que o senhor Burroso não bebia pouco, devido ao estado do País e à sua própria incapacidade em fazer algo sobre isso, mas também que o referido senhor costuma-se embriagar com ginja a acompanhar pastéis de nata quentinhos (que, aliás, é um reconhecido método de emagrecimento).

Isto, obviamente contesta o facto da veracidade das informações sobre o verdadeiro regresso do Rei.